Maurício Filizola: Congresso buscará diálogo e soluções para o fortalecimento do setor

Na reta final de preparação para o 35º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o presidente da Fecomércio Ceará, Maurício Filizola, fala sobre as expectativas para o evento e a importância de reunir empresários e representantes do setor para pensar sobre a realidade da economia, do comércio e dos sindicatos patronais no Brasil.  

35º CNSE – O que os congressistas podem esperar dessa edição do CNSE?

Maurício Filizola – Nós estamos em um momento muito singular, em que o sistema sindical brasileiro passa por grandes transformações. Então, nada mais especial do que um encontro como esse, que une todos os sindicatos nacionais em busca de um diálogo, de soluções para o crescimento e o reforço de toda esta base, principalmente quanto à sustentabilidade dos sindicatos patronais. Esse é um momento único, especialmente quando nós temos um governo que tem ideias que ainda não estão bem alinhadas com as entidades sindicais e a gente precisa dessa unicidade para pode defender realmente todos os setores.

Sabemos da nossa responsabilidade de representatividade, principalmente para trazer o fortalecimento das empresas do comércio de bens, serviços e turismo de nosso país, e aqui será o momento propenso a todos estarem em campo, como um grande time, em busca de soluções, de diálogo, de defesa dos sindicatos e, principalmente, um reforço para um trabalho mais direcionado às empresas.

Como foram definidas as temáticas que serão trabalhadas no congresso?

Nós estamos em constante diálogo, nada se faz sozinho. No Ceará, enquanto federação, temos os sindicatos da nossa base, que sempre ouvimos. Nesse diálogo, nós conseguimos descobrir quais são as principais dores do setor. E, através disso, a gente já tem uma noção do que acontece no restante do país. Outro ponto importante é ouvir a entidade máxima do setor, que é a Confederação Nacional do Comércio. Muitos dos temas que estão dentro da programação tem também na sua construção um diálogo nosso e das outras federações com a CNC. Porque, como um grande sistema, nós precisamos estar constantemente dialogando com as nossas bases, que são os sindicatos, com as outras federações e, ao mesmo tempo, tendo uma interlocução muito próxima com a CNC. Então todos os temas foram definidos dentro desse contexto.

De que forma eventos como esse ajudam a fortalecer e desenvolver o comércio de bens, serviços e turismo?

O fortalecimento vem de uma troca de experiências. No momento em que nós temos a participação de todos os sindicatos patronais do comércio de bens, serviços e turismo do país, esse diálogo está mais propenso a acontecer porque cada sindicato traz suas vivências. É um momento de troca de experiências, de modelos de gestão, de informações sobre serviços prestados por cada instituição, e nada melhor do que essa troca de conhecimentos envolvendo todos esses entes para tornar cada um deles mais forte.  

Agora que está tão próximo, qual a expectativa da Fecomércio-CE a respeito do evento?

Nossa expectativa é a melhor possível. Temos tido diálogos constantes com as federações, e as federações, por sua vez, levam a nossa palavra para as suas bases, ou seja, para seus próprios sindicatos. O que nós temos percebido nesse processo é uma adesão muito grande à participação. Ao mesmo tempo, o Ceará é uma terra muito receptiva e essa maneira de ser do cearense também cativa os outros estados. O que eu tenho visto é uma grande alegria destas comissões, dos sindicatos, desses líderes, e um desejo de chegar o mais rápido possível a Fortaleza. Então nós estamos de braços abertos, aguardando com ansiedade a chegada desses amigos, para que nós possamos recebê-los com a hospitalidade que é característica do povo cearense.